“Um dos importantes itens no Sínodo é a questão urbana na Amazônia na qual 80% da população vive nas cidades. É preciso valorizar a pastoral urbana na qual o Sínodo realça para que a presença da Igreja seja testemunha do amor de Deus junto a todas as pessoas e, de, uma forma particular, os pobres, os excluídos”, escreve Dom Vital Corbellini, Bispo de Marabá – PA.

Eis o artigo.

Estamos chegando ao fim do Sínodo que está aprofundando o tema da Amazônia: novos caminhos para a igreja e para uma ecologia integral. Teremos mais alguns dias e domingo de manhã será a missa de encerramento com o Papa Francisco em Roma. Um dos importantes itens no Sínodo é a questão urbana na Amazônia na qual 80% da população vive nas cidades. É preciso valorizar a pastoral urbana na qual o Sínodo realça para que a presença da Igreja seja testemunha do amor de Deus junto a todas as pessoas e, de, uma forma particular, os pobres, os excluídos. Muitos dos povos indígenas estão vivendo a realidade urbana. É preciso dar-lhes a atenção pastoral, uma vez que o Sínodo enfoca mais os povos originários. A questão urbana não diz respeito só ao deslocamento espacial e também ao crescimento das cidades, mas é, sobretudo, a transmissão de um estilo de vida dado pelas metrópoles. Hoje o modelo de vida urbano se estende também às pessoas do campo, costumes e formas tradicionais de vida (IL 72).

É claro que a formação dos rios na Amazônia ajudou na constituição de cidades, porque estas foram se fazendo ao redor dos rios, enquanto outras foram se constituindo em fronteiras agrícolas, com muitos migrantes de diversos lugares do Brasil. Podemos ver esta realidade no Sul e Sudeste do Pará que atraiu muitos migrantes de outros Estados devido ao emprego, busca por condições melhores de vida. Muitas cidades estão ao redor dos rios, enquanto outras foram se constituindo conforme as situações de vida. As cidades foram se constituindo logo de modo que podemos ver grandes cidades com poucos anos de existência. Porém estes dados atraíram também problemas sociais como drogas, violência, mortes, sobretudo de jovens. Mas há também outro fator: muitos indígenas foram expulsos de suas terras ou migraram para as cidades, de modo que é preciso dar-lhes uma atenção particular. É preciso estimular sempre mais a Pastoral da acolhida nas comunidades para que assim os migrantes que vierem de outros lugares sejam bem acolhidos nas comunidades, paróquias e assim possam se engajar nas pastorais, movimentos e serviços. Dentro das cidades será preciso promover uma conversão ecológica para que as pessoas possam ter cuidado com a natureza, com o lixo, jogando o lixo no lixo, esgoto e todos vivam bem consigo mesmo, com os outros e com as coisas porque tudo está interligado com o nosso Deus Criador.

A pastoral urbana é um desafio constante para o povo de Deus e ministros ordenados, mas é também uma graça de Deus para poder agir em favor de muitas pessoas, sobretudo as mais vulneráveis da sociedade. A Amazônia possui muitas cidades, de modo que devemos trabalhar pelo bem de todas as pessoas, para que todos possam viver bem e amar a Deus, ao próximo como a si mesmo.

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